sábado, 31 de maio de 2008

Poema irracional


Se já não bastasse a incansável busca
em mim em compor um poema em letras pequenas
com rimas trovas e versos,
ainda tem em mim um coração machucado
dores por todos os lados
tento compor versos felizes
deixo rastros de um amor mal resolvido
querencias sem fim
sem mim e desprovida de ti
falo-te quase num sussurro nessas letras minhas
do amor que te tenho e do sonho que acabou
quase não aguento o tormento
e o silêncio que a solidão traz
nada, nada digo
nada te peço
apenas que deixe que minha alma
leve palavras que parecem absurdamente
desproporcional nesse poema irracional.

Rosane Silveira


sábado, 17 de maio de 2008


Brinca de mim...

Brinca de mim...
faz de mim tua musa
tua blusa
faz de mim teu delírio
teu tormento
faz de mim tua alegria
teu lamento
faz de mim teu sonho
teu encantamento
Brinca de mim...
faz de mim
teu sol
teu mar
tua noite de luar
faz de mim a melhor parte
do que tu mesmo poderías ser
brinca de mim
faz de mim
teu tudo
teu querer
brinca de mim...
vem me fazer reviver
vem...brinca de mim
pra que eu possa
me deleitar em você.
Rosane Silveira às 08:07 do dia 21/10/07
(direitos autorais reservados a autora)
Decidi que raramente postaria algo de algum autor aqui, mas abro um parentese pra esse homem extraordinário o nosso mestre o Grande Artur da Távola a quem tenho muito respeito.
Infelizmente os bons vão sempre antes da hora, mas melhor ainda que sempre nos deixam legados inesquecíveis.


A Mulher Sofrida

Por: Artur da Távola -
Olho para ela e leio, em seu rosto triste, as marcas da vida e da mão que prostra. Sei o que sofreu, um sofrimento entretanto ambíguo que, ao mesmo tempo, lacera a carne, decepa alegrias, estrutura resistências e sabedorias. Tento entendê-la, esta mulher sofrida. Quem é. Como é.Sofrida é a mulher por quem a vida passou, machucando uma sensibilidade menina, feita de dádiva, confiança no próximo, esperança de melhorar o mundo.Sofrida é a mulher que não viveu em vão, na delícia burguesa de ser objeto de sexo, admiração fácil ou mimo, preferindo o caminho penoso da independência, a procura honrada da própria dimensão pessoal, existencial, política. Sofrida é a mulher que tem energia e nervos para enfrentar na carne todas as disposições e contradições necessárias a viver e a conquistar o direito à vida, à liberdade, à solidão, ao afeto dos seus. Sofrida é a mulher de uma geração que assistiu à castração de seu sonho político, embora o veja crescendo, melhorando e se transformando pelo mundo afora. Sofrida é a mulher que viveu várias décadas em cada uma das três últimas. É a pessoa que soube incorporar ao seu viver as dores necessárias à libertação dos preconceitos próprios e alheios; dos atrasos ancestrais; da dor de viver adiante no tempo; das agressões retrógradas; das maldades profissionais; do medo da sua mensagem renovadora. Sofrida é a mulher que assistiu à queda de muitos, ao cansaço de outros, à morte de terceiros, à dor, à tortura, ao vício, à desistência, à loucura, à resistência, à tenacidade, ou à convicção de todos os que se insurgiram contra qualquer forma de agressão humana, de opressão ou de injustiça. Sofrida é a mulher que aí está, cada vez melhor, porque de costas eretas a despeito de tudo o que viu, sofreu e passou. E passa.Sofrida é a mulher que não desistiu de ser; não se alienou; não fugiu da dor; e até se embelezou com as rugas conseguidas; é a que se purificou com as impurezas que em si descobriu e mergulhou com igual coragem na miséria e grandeza, saindo melhor de ambas.

Por: Rosane Silveira

quinta-feira, 8 de maio de 2008


Amizade e solidão...

Amizade e solidão

A amizade está em declínio e a solidão está em ascensão. Qualquer um pode constatar isso no mundo contemporâneo. Os laços humanos tornam-se cada vez mais frágeis e efêmeros porque vivemos numa época em que tudo se “liquefaz”.

Será isso verdade?

Vivemos mesmo numa época onde tudo é efêmero e fugaz?
A era tecnológica afastou as pessoas do convívio social?

Eu penso que não.
Alias-me tenho certeza que não. Vivemos numa era de globalização econômica, mas também de globalização de sentimentos e pensamentos a fins.
A era tecnológica veio pra unir ao invés de separar, juntar corações através das telas de computadores.
Tenho constatado isso e vivenciado isso como ninguém, através dessa tela do meu PC tenho tido oportunidade de sentir emoções nunca antes sentidas ou se sentida – esquecidas.
Conheci e digo isso com garantias, conheci pessoas reais num mundo tido virtual.
Pessoas que já riram comigo e choraram...
Pessoas que falam conosco como se estivéssemos sentados em sua sala de estar, falam de seus filhos, seus maridos ou namorados, seus cães e gatos, seus medos, anseios e suas alegrias.
Tenho tido a feliz oportunidade de conhecer várias pessoas, de vários estados e creia: o amor fraternal une essas pessoas, somos unidos por um sentimento de necessidade de fazer amizade que perdure por muito tempo estamos imbuídos de um desejo de apagar o estigma da solidão em nossos corações.
Precisamos disso, precisamos acreditar que as pessoas ainda tem o dom do relacionamento afetivo entranhado em seu coração e que ninguém é uma ilha.
Decidi escrever sobre esse tema porque é assim que me sinto com relação a você meu amigo virtual.

Beijos na alma
Paz sempre em tua vida
ROSANE SILVEIRA
Publicado no Recanto das Letras em 03/09/2007
Código do texto: T636275

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.

quarta-feira, 30 de abril de 2008


Crucificada pelo amor

Sim, eu sou uma pecadora
daquelas absolutas que reina em si mesmo
Crucifica-me então por amar
por querer sentir a essência da vida
Crucifica-me
por querer mais e mais de tudo
ir até o âmago o fundo
Crucifica-me por querer o gozo pleno
o delírio louco
o amor insano
Crucifica-me por eu ser quem sou
uma fêmea no cio sedenta do néctar da vida
Crucifica-me
mas venha sem pressa
ainda tenho muitos pecados à cometer
quero ter a alma livre antes de morrer
em um último orgasmo.

Rosane Silveira
(proteja os direitos autorais, não repasse sem os devidos créditos a autora)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Invenção de palavras


Invento palavras vãs pra compor um poema
sinto-as tolas e desprovidas de sentido
não consigo mais falar de amor
sequer da dor
e da saudade que me corrói a alma
e dilacera meu espírito
tento ser sagaz ao extremo
e ir ao fundo de mim
buscando rimas e formas de expressão
mas tudo o que encontro é só solidão
e uma ânsia louca de vomitar palavras
sim, vomitar literalmente palavras
que me façam sair desse marasmo de mim.
Essa noite quieta e insone em que nada acontece
e por que não dizer insoça, desprovida
de gostos e sentidos.
Eu dentro da noite tentando te fazer um poema
que visão patética
mas tendo mesmo sem rimas fazer de ti minha sina
mais louca e meu prazer em escrever
só um poema.

Rosane Silveira
(proteja os direitos autorais)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Não sou poeta



Não sou poeta

Não tenho o dom de escrever

Nem tão pouco falar de amor

Tenho me reinventado a cada dia

Todos os dias

Na tentativa vã de jogar meu desespero pra fora

Através de palavras

Não sou poeta não sou nada

Só alguém desesperado tentando

Não abafar meu grito no universo de mim

Queria ter o dom de poetas

Falar em trovas e rimas

Mas que difícil minha sina

Desfio minha dor em linhas sóbrias

De sentimentos misturados e amores fracassados

Queria ser poeta

Falar de sol, de alegria de mar

Declamar um poesia em ode a Neruda

Ou a Quintana

Mas não sou poeta sendo assim vou desfiando minhas dores

E meus amores

Em qualquer canto de mim.

Rosane Silveira


quinta-feira, 10 de abril de 2008


Surpreenda-me

Surpreenda-me agora

venha até aqui sem demora

e traga contigo toda a luz

de um belo amanhecer

surpreenda-me agora

venha e traga contigo

tua saudade sem fim

teu desejo de mim

surpreenda-me agora

faça uma loucura de amor

ou muitas se assim for

surpreenda-me agora

deixe pousar em teu corpo

minhas mãos sedentas

e em tua boca meu beijo mais louco

surpreenda-me agora

vem...

mas vem sem tempo

vem sem demora

surpreenda-me agora.

Rosane Silveira

sábado, 29 de março de 2008


Orgasmo Cósmico

Uma mulher semi-nua, unificada com os elementos,
vestida de terra ... montanhas, lavas (água e fogo) e céu (ar).

Como se amorosamente "amamentasse" a natureza...

Por instantes, deixo a imaginação mergulhar neste cenário
admirando quem o criou e absorvo um sentido amoroso para a vida...

Reflito sobre o yin e yang,
sobre o SER mulher,
aquela que reverencia e celebra a lua cheia,
que vê nos astros a liberação da energia amorosa
para cultivar o amor...

Aquela que cria e nutre a vida, derrama água,
brota o fogo, perfuma o ar.

Ela - a terra que recebe e gera.
Ele - o céu que a cobre e fecunda...

No fundo, do Phd ao gari da esquina, pobres e ricos
- todos - homens e mulheres , contêm em si algo do mago e da bruxa
que buscam o sentido, a diferença para a vida :
um porto seguro para sua nau..

Em algum momento de suas histórias, sintonizam o telúrico,
a alegria de contemplar a natureza sem saber reverenciando,
a representação viva e concreta da Mãe Divina - matriz do amor
e face feminina complementar do Pai.

Pois como conceber um criador sem sua contraparte?

Diz-se que o nirvana é um estado de amor absoluto,
uma espécie de orgasmo cósmico,
ininterrupto e indescritível em palavras,
porque significa entrar no gozo divino do Pai e Mãe,
participar do enredo da criação...

É voltar às origens e à consciência de que somos “deuses”...

Por isso, todo ser humano busca um estado de prazer,
porque em essência ele representa uma ínfima idéia
do prazer espiritual: a nossa origem.

Por isso, é comum o vazio e a solidão interior pós-orgasmo
- se buscamos fora o que está dentro.

Só em conexão interior, homem e mulher
liberam esse prazer pleno...

É dentro que aportamos com segurança.

E fora está uma nau que nos conduz a navegações para horizontes novos,
com aquela sensação gostosa de segurança e tranqüilidade,
de onde quer que essa nau nos leve,
será sempre o melhor lugar...

Apelidada de alma gêmea,
ela é residente mesmo que temporária
nos corações mais incrédulos...

Mas como identificar "essa embarcação?”

Precisamos estar bem ancorados em nosso porto interior,
para vencer tempestades e valorizar a beleza dos dias de sol...

Somente assim poderemos reconhecê-la quando
deslizar em nosso cais...

...Enquanto estas letras vão se formando,
não posso deixar de refletir no reflexo
da mulher projetada nessas frases...

Quem sabe um dia, quando ela menos espere,
aporte uma "nau" de casco forte
onde ela possa embarcar para horizontes nunca vistos?

Quem sabe um dia apareça um mago com força bastante
para impulsionar a vassoura da bruxa e
fazê-la voar em orgasmos cósmicos?

Autoria:Mônica (Centaura)

dado a mim com muito carinho por

uma pessoa extremamente importante pra mim

Ronaldo Adonai

quinta-feira, 27 de março de 2008

quinta-feira, 13 de março de 2008



O poema

O que torna um poema
verdadeiramente belo
não é a pena que o escreve
nem a mão que segura a pena
o que torna belo o poema
são os olhos de quem o lê
são as emoções e
as lágrimas que brotam
de emoção
o que torna belo o poema
são as palavras que
saem do meu coração
e vai direto ao teu.

Rosane Silveira

quarta-feira, 12 de março de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008





Somos anjos

Somos anjos à medida que
damos através de nossas palavras
paz a um coração em conflito
triste pela dor...

Somos anjos ao passo
que conseguimos ouvir o murmúrio do vento
passando suavemente
por entre as copas das árvores

Somos anjos sempre que
sentimos a presença do
inimaginável em nós
e em paz nos fazemos eternos

Somos anjos, porém
anjos de asas quebradas
que impedidos de alçar vôos mais altos
nos prendemos à terra

Somos tão somente anjos caídos
que dia após dia tentamos
a unificação com o Criador
através de seu amor.

Somos anjos que choramos nossas dores
e vivemos nossos amores
sendo felizes e infelizes
esperando que um dia
tenhamos nossas asas de volta


e voltemos ao etéreo e ínfimo amor.


Rosane Silveira

às 11:19 do dia 14/01



sábado, 12 de janeiro de 2008

Seria o homem a sobremesa?


Sempre gostei muito de ler, desde tenra idade que a leitura me acompanha, alguns livros ficaram marcados em minha memória poderia citar aqui vários livros de poemas, alguns de auto – conhecimento, mas o que mais me chamou a atenção foi um livro que minha tia me falou intitulado “O homem é a sobremesa”, o que facilmente foi encontrado na biblioteca de minha cidade na época, por volta dos dezesseis anos achava que tinha um mundo inteiro aos meus pés e achava também que já sabia de cor e salteado todo o contexto daquele livro afinal, temos a certeza de que sabemos tudo e nada é inexoravelmente mutável.
Há alguns dias atrás me deparei com esse livro novamente (hoje aos quarenta anos) achei interessante relê-lo, porém hoje com uma ótica mais madura à cerca dos temas expostos e das conclusões tiradas, diga-se de passagem, bem diferente das conclusões tiradas aos dezesseis.
O livro trata com propriedade da liberação e libertação feminina dos padrões morais e éticos da época, fala claramente do poder da mulher de libertar-se e livrar-se dos grilhões que a prendem a seus maridos, fala também e principalmente do tratamento que o homem tem que ter, inclusive nos fala em alto e bom som “trate seu homem como sobremesa e não como o prato principal”; ora será mesmo que em pleno século XXI onde as mulheres estão em pé de igualdade com seus homens, com a liberação sexual onde a mulher pode claramente dizer se está sendo satisfeita sexualmente ou não, sem se preocupar se o marido, namorado ou amante vai acha-la fácil quando pedir essa ou aquela posição sexual porque lhe dá mais prazer precisamos mesmo dizer que o homem é a sobremesa? Hoje eu afirmo categoricamente O HOMEM É O PRATO PRINCIPAL SIM e como tal tem que ser tratado, bem feito, bem trabalhado, bem cuidado e principalmente bem degustado até sua última gota ou seria garfada rsrs? Sei que algumas vão discordar de mim, mas sabemos que hoje o relacionamento baseia-se principalmente na troca, no compartilhar de idéias, de conhecimento, de entrega e de amor mútuo e principalmente respeito e admiração, não conseguimos amar alguém que não admiramos.
Não conseguimos sequer compartilhar de algumas horas de conversa com alguém que não nos acrescente algo e graças a Deus hoje podemos dizer tão somente, não quero mais... e recomeçarmos nossa busca novamente por alguns momentos de felicidade ou muitos momentos de felicidade. O homem se torna o prato principal à medida que ele se preocupa com nosso bem estar, liga no dia seguinte, diz que você está bela mesmo depois de ter lavado os cabelos e estar completamente sem maquiagem e ainda com uma toalha enrolada na cabeça. O homem é o prato principal da mulher que sabe dar valor a uma boa relação que acredita piamente que ninguém é feliz sozinho e ai, juntos, não terão só um prato principal e sim um banquete de realizações, satisfações, mas principalmente amor próprio e admiração sendo compartilhados por ambos.
Então levando em consideração tudo isso, após fazer esse artigo peguei o tal livro que dizia que nossos homens são sobremesas e joguei no lixo rsrs.



ROSANE SILVEIRA
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
Código do texto: T813660

Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

AUTO-FLAGELO E DEPENDÊNCIA AFETIVA



(... o medo de amar é o medo de ter que a todo o momento escolher com apreço e precisão a melhor direção...).

Será que estamos na direção certa em um relacionamento amoroso?
Será que não estamos nos doando mais do que recebendo?
Será que não estamos abrindo mão demais de nosso espaço em detrimento do outro?
Será que não estamos dando mais atenção, carinho e toda gama de entrega do que recebendo?
Será que estamos realmente felizes em tentar primeiramente fazer o outro feliz?
Será que...?
Sempre o famigerado será que?
É questões como essa que precisam ser levantadas quando começamos a nos sentir em desvantagem em uma relação, relação essa que deixa de ter dois lados iguais e a balança começa a tender mais pra um lado do que pro outro.
Creio que a balança tem que estar em nível estável de comprometimento, entrega igualdade de valores e sentimentos pra que tudo saia da melhor forma possível em um relacionamento.
A velha história do “eu amo por nós dois” ou “eu tenho tanto amor que dá pra eu e você” ou “você é importante demais pra mim” ou até mesmo a celebre frase “eu não vivo sem você” tem que começar a ser avaliado sob um prisma mais realista. Acabamos por achar que o nosso amor realmente é grande o bastante pra ser amor de um só e acabamos por acreditar que realmente aquela pessoa é de tal importância que morreríamos sem ela e ai começamos numa entrega de um só, onde começa haver as tais cadeias invisíveis e dependências afetivas.
Penso que a dependência afetiva é tão ou mais nociva que a dependência química

Vamos aceitar o fato de que a escolha entre a relação saudável ou um punhado de migalhas está em nossas mãos. Não repassemos a ninguém à responsabilidade de fazermos a nossa escolha... A nossa história!
Não repassemos o outro a responsabilidade pela nossa felicidade. Muitas das vezes vivenciamos uma relação desgastada e fora de propósito por uma série de fatores, menos pelo mais importante nosso amor – próprio.
Seguramos uma relação fracassada por vários fatores entre eles medo de solidão, interesses familiares e financeiros e isso não é bom. Sempre temos uma desculpa pra manter tal relacionamento destrutivo e doentio.
Já ouvi frases do tipo: “eu não largo meu marido por causa da casa”, também já ouvi “eu não largo por causa dos meus filhos”, já ouvi também “aturei o pior dele, porque vou largar o osso agora que ele está melhor” e assim as pessoas vão vivendo uma relação doentia e desprovida de prazer e sentimento real.
Temos que quebrar os grilhões que nos prendem a essa situação de fracasso. Focalizar nossa mente no futuro, um futuro livre de amarras de si mesmo.

Ir em frente, libertar-se e tentar fugir dessas cadeias que tanto nos aflige e nos destrói e aniquila o que de melhor temos: que é o poder de amar e a liberdade de entrega, mas principalmente liberdade de ser amado e de receber do outro o melhor que ele tem pra nos oferecer – ele mesmo, de forma plena, uma entrega total onde todos ganham.
Rosane Silveira

ROSANE SILVEIRA
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
Código do texto: T813665

Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


terça-feira, 8 de janeiro de 2008


Quero...
Quero me curvar diante desse amor puro
e ao mesmo tempo insano e profano
me desnudar meus sentimentos em versos e prosas
ao invés de lamento
quero ser o teu melhor lado
aquele que faltava pra ser feliz
quero compartilhar os bons e maus momentos
olhar as estrelas do firmamento
quero tocar tua alma com sensibilidade
e livrar-te de tudo o que te traz tormento
quero ser o teu encantamento.
Rosane Silveira
às 07:41 do dia 04/01

terça-feira, 13 de novembro de 2007


E o amor nasceu...
firme e belo
lívido, sereno
trazendo com ele alegrias incontidas
E o amor nasceu...
e veio com ele todos os desejos reprimidos
os sonhos de menina
que hoje se tornou mulher
E o amor nasceu...
e com ele nasceu as incertezas
o medo do amanhã
e a ânsia de viver o hoje
E o amor nasceu...
e com ele um medo voraz
que não se sabe donde veio
nem sabe pra onde vai mas está lá.
E o amor morreu...
e com ele os sonhos de menina
os desejos que não eram tão mais reprimidos assim
deixando certezas nunca antes pensadas
e agora a ânsia de viver o amanhã
e o medo do hoje.
O medo?
esse passou a se chamar solidão.
E o amor morreu
e será que com ele eu ?
Rosane Silveiraàs 07:08 - 13/11(dir. reserv. a autora)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007


Tola ilusão...

A orquestra enfim parou
as luzes se apagaram
fiquei na penumbra da noite escura
sentada no canto do bar sozinha
a taça de vinho também estava no fim
como tudo que acaba...
Fiquei olhando o nada
a taça em minha mão queimava
e eu alí impassível
diante da possibilidade de não fazer nada...
de não gritar, de não chorar
de não te chamar
e pedir q fique comigo
só essa última noite
dançaremos nossa última música
beberemos a última taça de vinho
e por fim falaremos de amor
a última vez.
Tola ilusão de quem já está inebriada pelo vinho
de q tu virias do nada e trarias contigo teu amor.
Tola ilusão...
Rosane Silveira
às 06:30 / 05-11
(dir.reserv.)

domingo, 4 de novembro de 2007



Mente o poeta que diz que não sofre...

aquela dor sofrida doída lá no fundo do peito

aquele ar nostálgico que deixa triste tudo a sua volta

um vazio pela ausência de não sei oquê...

Mente o poeta que diz que não sofre...

que nunca tenha passado uma noite em claro

sofrendo por um amor distante

ouvindo aquela música triste

embalado por uma taça de vinho inebriante...

Mente o poeta que diz que não sofre...

que não chora em uma despedida

que não se comove com o barulho da chuva caindo lá fora...

e com a tristeza da alma aqui dentro.
Ninguém é poeta sem sangrar

a alma e dilacerar o peito...

Ninguém...
Rosane Silveira

às 07:50 do dia 04/11

sábado, 3 de novembro de 2007


O QUE DIZER...
O QUE DIZER DE MIM
O QUE DIZER DE TI
DO AMOR QUE TIVEMOS
DOS SONHOS QUE CONSTRUIMOS JUNTOS
DOS MOMENTOS PASSADOS A TEU LADO
DOS MOMENTOS EM QUE TUA AUSENCIA ME CONSUMIA
O QUE DIZER DESSE AMOR QUE ACABOU
DEIXANDO RASTROS DE DESORDEM EM MEU CORAÇÃO
E EM MINHA VIDA...
O QUE
DIZER DESSE EGOISMO TOLO DE FAZER-TE SÓ MEU
O QUE DIZER DESSE DESTROÇO Q FICOU MEU CORAÇÃO
ABALADO EM SUAS ESTRUTURAS
TODAS SUAS FIBRAS DOEM...
SE SENTE INCAPAZ DE VINGAR-SE, DE BRIGAR
DE AMAR NOVAMENTE
DE IR A LUTA E DEIXAR-TE PRA TRÁS
O QUE DIZER DE TI QUE FEZ TÃO SOMENTE
O QUE ERA PRA SER FEITO...
ME ENFEITIÇOU E DEIXOU QUE TEU ENCANTO
FIZESSE O RESTO...
ME DEIXANDO AQUI, TAL COMO ESTOU
DESESTRUTURADA, INFINITAMENTE SÓ E PIOR
INFELIZ...
O QUE DIZER DO TEMPO EM QUE ACHAVA DEMASIADAMENTE POUCO
PRA FICAR CONTIGO
E QUE AGORA SE ESTENDE POR LONGAS E INFINDAVEIS HORAS
COM TUA AUSENCIA...
O QUE DIZER DE MIM...
AHH!!! EU???
EU ESTOU AQUI, EM MEIO A ESSES QUESTIONAMENTOS TOLOS
EU ESTOU AQUI...
ROSANE SILVEIRA


segunda-feira, 17 de setembro de 2007

domingo, 9 de setembro de 2007