quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sonho Nu

Enfalfinhados

eu e tu

numa noite

sonho blue

desejo ardente

no corpo cedendo

de sede voraz

sabor de quero mais

meias palavras

meias jogadas

no chão do quarto

ou no vão dos sentidos

desejos despidos

corpos cobertos de sonhos,

palavras soltas no ar

amores vãos ?

eu e tu

numa noite blue

sonho nu

corpo, desejo

mente e coração

Num beijo

eu e tu

e um corpo blue

num sonho nu.

Rosane Silveira

(proteja os direitos)


Meus olhos deram de falar...

E depois de tanto te olhar

Meus olhos deram de falar...

Falam-me de tua beleza angelical

De teu sorriso amável

E de teus olhos

Que brilham quando falas de mim

Falam-me de tuas mãos afáveis

Que me procuram

Na ânsia de um dia me encontrar

Falam-me de tua voz doce

E suave na pronuncia de meu nome

Falam-me de ti

Que se tornou tudo pra mim

E assim...dessa forma mágica

Meus olhos deram de falar

Rosane Silveira

Às 17:48 do dia 18/03/2009

(proteja os direitos da autora)


Trago-te...

Trago-te minhas palavras

é tudo o que tenho

no meio de torrentes de emoções

sentimentos na contramão

trago-te minhas palavras

e com elas um pouco de poesia

de sentimento e talvez

um pouco de bondade no coração

trago-te minhas palavras

tentarei com que sejam doces

e falem só de amores possiveis

e alegrias incontidas

trago-te minhas palavras

mas se por ventura soarem duras

a teus ouvidos dai-me

o beneficio da dúvida

nesse momento eu preciso

trago-te palavras meio que em poesia

é tudo o que sou palavras soltas

em um poema meio sofredor

tentando a todo custo tirar um pouco de amor

trago-te minhas palavras e é só.

trago-te quem sabe junto, um pouco de amor.

Rosane Silveira

às 17:53 do dia 07/04/2009

(proteja os direitos da autora)





Poeminha sem sentido

ou com sentido amplo?


Vento vem
vento vai
vento bem
vento sem

sem sentir
sem querer
sem amar
sem sofrer

bem querer
bem amar
bem sentir
bem viver

Viver tudo
viver fundo
viver sonho
viver mundo

mundo eu
mundo teu
mundo meu
mundo nosso

nosso amor
nosso ardor
nosso querer
nosso viver.

Rosane Silveira
às 13:29 do dia 22/03/2009
(proteja os direitos autorais)

Derramei-me hoje em um último suspiro de adeus
um adeus longo, me vi indo lá longe de mim
foi um adeus sem mágoas , porém definitivo
disse adeus as enormidades de solidão que me consumia
e me deixava entorpecida com uma tristeza até meio doce
no olhar e me despedi com uma certa melancolia
eu já estava me acostumando a ser assim
e dei um suspiro de recomeço
e foi letal, doído ter que recomeçar sozinha
sem tua presença aguda e até imperfeita
mas que me completava.

... alimenta-me solidão preciso de ti pra viver...


Rosane Silveira
às 18:38 do dia 15/03/09

Perdida de mim (ou em mim)

E eu gritei ao longe

quase que surdamente

a dor desesperante

de me sentir assim sozinha

em meio a tantas de mim

dei um grite agudo de tão surdo

e foi assim que me perdi de vez

da poesia que vivia em mim

hoje fragmentos desesperados

de um inquietante grito

se fazem presentes nessas linhas

em que escrevo meio que como um concenso

a meu desespero intenso de ver-me

como estou assim

tão perdida de mim.

Rosane Silveira

às 18:36 do dia 07/04/2009

Contempla

Vês, lá no horizonte
uma nova manhã desponta
um cheiro adocicado de recomeço
no ar se expande

Vês, lá no horizonte
uma nova esperança renasce
trazendo com ela todas as
novas possibilidades

Vês, ali do ladinho da esperança
a felicidade fez um ninho
e deixou ali um filhotinho
o sentimento compaixão

Vês, ali bem do ladinho da compaixão
se olhares bem, verás o teu coração
e tua alma regozijada de paz
pelo sentimento de fraternidade

Vês, lá no horizonte
ou aqui bem dentro da gente
dentro de um ninho qualquer
está o que se quer

Vês, olha-te assim com carinho
bem dentro daquele ninho onde pensou
não mais existir vida
deixa cicatrizar a ferida

aqui, lá ou em qualquer lugar
renasce em ti a sementeira do amor
que levarás contigo onde fores
e farás com ela uma mudança no mundo.

Rosane Silveira
às 07:27 do dia 08/04/2009
(proteja os direitos da autora)

segunda-feira, 23 de março de 2009



Encontro de almas
Um dia ei de amar-te
não com o desespero de querer-te
mas com brandura de te-lo
com carinho nas mãos
tocarei teu corpo e afagarei tua alma
te falando do tempo que sem ti chorava
um dia sem que esperes
estaremos saciados de corpos
e de almas polpando-nos a distancia
e a ausencia do sentir
e quando esse dia chegar
comungaremos o encontro
entre almas ha tanto esperado.
Rosane Silveira


Apenas um fragmento de amor
..e quando ela sentiu já estava envolvida todo sentimento fazia parte de sua vidadeu-se à aquele amor que se tornou tudo pra ela falou a ele de um sentimento único verdadeiro, intenso e vivo que a tornava plena e inteira, voraz em seu amor.
Rosane Silveira
(proteja os direitos da autora)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009




Deja vu

Vi-te em outras aragens
outros momentos, onde
outros encontros se fizeram
necessários pra que só agora
te sentisse


Vi-te de longe, quase inatingível
e hoje estamos aqui
falando a mesma língua
através da poesia
com intensos vôos de pensamento
através de mensagens subliminares

Dez poemas em sintonia perfeita
mesmo número da roda mística
coincidentemente em momentos críticos
sentimentos testados,
postos na rotatória da vida
nada por acaso, tudo proposital, tudo conspirado

Hora do entendimento, do acordo que não houve lá trás
Almas de muitas vidas se encontrando finalmente
Vidas que se cruzaram sob a luz do esclarecimento

Acalentando corações atormentados, indicando a direção
a verdadeira missão, o caminho a seguir
Espalhando amor por onde passam
deixando rastros de ternura, amizade e compaixão.

Rosane Silveira / Ricardo G. Denunes

(proteja os direitos autorais)




Aliança

Estamos aqui, um olhando o outro
como se fosse a primeira vez
uma inquietação na alma se faz presente
e eu feliz te faço um segredo:

Sempre te olhei, te admirei, te senti
como alguém "Aliado - Camarada"
isso pra mim é mais que amizade
é mais que amor...

É algo tão sublime e belo
que só nós sabemos definir
nada nos abate, nada nos limita
nada nos faz perder um do outro

Fomos atraídos pela força
de uma aliança sem fronteiras
para nos tornar uno na harmonia do universo
e vivermos na paz dessa sinfonia


Deus quis que nos uníssemos
e aqui estamos celebrando a vida
e desse encontro, dessa união em amor
nos faremos sempre em poesia sem fim.

Rosane Silveira - Ricardo G. Denunes

(proteja os direitos autorais)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


Fim de espetáculo
E eu me vesti de sonhos pra ti
tirei a roupa da sanidade
e como louca me vesti de fantasia
entre aplausos e gritos de alegria
fui me deixando levar pela platéia
que me assistia sem entender o que
se passava pois ora chorava
ora sorria com olhos marejados
vagueei pelos picadeiros da vida
rodopiei feito dançarina perdida
na rua da incerteza de amar-me
coloquei a máscara da compreensão
e me fiz de santa no momento derradeiro
do espetáculo, deixei que pensasses
que era feliz, tolice a máscara caiu
meus olhos choraram
e meu riso emudeceu
e então como palhaço triste
chorei o choro condoido daqueles
que pensam ser felizes
e o pano se fechou,
o espetáculo acabou.
Rosane Silveira
às 19:35 do dia 06/01/09
(proteja os direitos autorais)

A salvação que hora se fazia crescente em minha alma

e que de repente me deixou assim enclausurada

nos pormenores de mim e de meus pecados sem fim

foi me torturando e aniquilando hoje não quero mais salvação nem mansidão

não quero olhar de candura nem misuras,

quero a alma nua desvenciliada

dos estereótipos tradicionalmente impostos e GRITAR

eu vivo eu queroe posso ERRAR sendo EU

quem sou uma mulher que ama amar.

Rosane Silveira

(proteja os direitos dessa que vez ou outra se fragmenta em seus ais)