segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A salvação que hora se fazia crescente em minha alma

e que de repente me deixou assim enclausurada

nos pormenores de mim e de meus pecados sem fim

foi me torturando e aniquilando hoje não quero mais salvação nem mansidão

não quero olhar de candura nem misuras,

quero a alma nua desvenciliada

dos estereótipos tradicionalmente impostos e GRITAR

eu vivo eu queroe posso ERRAR sendo EU

quem sou uma mulher que ama amar.

Rosane Silveira

(proteja os direitos dessa que vez ou outra se fragmenta em seus ais)


Insustentável leveza
Uma suavidade inebria o ar que respiro
um coração brando habita em mim agora
meus olhos vislumbram um futuro bom
meus sentimentos não estão na contramão de mim
Meu sorriso é terno e acolhedor nesse dia
meu amor, de tanto, quase não cabe em mim
meus sonhos se fazem realidade
o querer não é mais uma possibilidade
Estou na insustentável leveza do meu ser
e de tão leve eu quase flutuo
então aquieto meu coração e nesse momento
de deleite puro me sinto plena
E como que agradecida
faço uma prece em ode a vida
por esse momento único
em que sou toda contentamento.
Rosane Silveira
às 07:37 do dia 02/02/09
(Proteja os direitos dessa serva da poesia rsrs)


sábado, 31 de janeiro de 2009


Nosso Jardim Interior




Estava me questionando sobre as singularidades do ser humano e suas possíveis frustrações e decepções à cerca da vida, temi por mim em certo momento. Estaria eu preparada para os embates da vida e os pormenores que me aflige?
Comecei então a me comparar com um jardim e vi que as diferenças são poucas entre eu, um ser humano dotado de todas as faculdades mentais e um jardim com seres vivos microscópicos ou não, as lindas flores, algumas ervas daninhas e seus hóspedes alguns por vezes indesejáveis. A correlação com o jardim me espantou, observei que meu universo interior é como um jardim cheio de flores lindas e viçosas algumas retorcidas pelas marcas do tempo, alguns bichinhos indesejáveis e como eu muito grama para ser aparada. Você há de se questionar: mas como ela está se comparando a um jardim isso é absurdo.
Vejamos que não, tal comparação me pareceu exata.
Observe: O jardim tem que ser cuidado, regado, adubado, vez por outra tirar algumas ervas daninhas que insistem em nascer em meio às flores e sempre aparar a grama para que ela não torne o jardim um lugar feio. Assim somos nós, nossos medos seriam as ervas daninhas que temos que confrontar e nos livrar deles para que eles não criem formas aterradoras e assustadoras em nosso jardim interior, matando em nós as nossas flores viçosas, assim como temos que vez por outra quando sentirmos que estamos nos tornando chão árido e seco nos regarmos com o bálsamo do amor em nossos corações, mesmo que por muitas vezes esse amor nos faça sofrer ainda assim sairemos vencedores, pois amor tal como a água é vida e em abundancia e nosso jardim interior ficará mais cheio de vida e mais bem oxigenado.Os seres microscópicos que vivem no jardim podem mal não comparando ser comparado a nossos anseios e sonhos que ficam no recondido de nosso ser, algumas vezes deixamos pra lá achando que são tolices tais sonhos ou devaneios de infância ou ilusão de um adulto que não tem o que fazer, mas estão lá, sabemos estar lá esses “seres” microscópicos chamados sonhos é que faz toda diferença em nossas vidas quando resolvemos colocá-los em prática, aceitá-los não como devaneios mas como bênçãos em nossas vidas, pois os sonhos assim como os seres microscópicos fazem parte do jardim e mantém o equilíbrio. Outra coisa de suma importância para não deixar um jardim fraco é o adubo tal como o jardim o nosso jardim interior precisa ser adubado de bons pensamentos, somos o que pensamos – isso é fato, pensamento tem vida e se pensamos positivo por certo nossa vida será positiva tudo fluirá de acordo com o nosso pensar positivo.
Levando em consideração tal comparação devo chegar a conclusão de que fazemos parte de um todo, somos todos um, cada um fazendo o seu ciclo natural dar certo, cada um ocupando um lugar na cadeia evolutiva e fazemos assim a roda da vida girar. Que consigamos sempre manter nosso jardim interior com equilíbrio, acreditando ser possível nos livrarmos de algumas ervas daninhas mesmo sabendo que elas são necessárias no processo evolutivo da criação.

Rosane Silveira
(proteja os direitos autorais)
Publicado também no Recanto das Letras


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Aquieta-te, contemple-se e ame-se.


Contemple a ti mesmo
contemple o sol,
as estrelas, o mar, o luar
contemple-se como
um ser único com amor maior,
com desapego e paixão
crie em ti
oportunidades de ser feliz,
faça valer a pena cada esforço
feito por ti nessa empreitada
ajuda-te nesse momento
em que vives o tormento da solidão
aquieta teu coração
desarvorado e triste
vá além bem além de tuas expectativas,
grite aos quatro ventos
tua verdade e tua vontade
de ser feliz e principalmente teu direito.
Sê forte, corajoso, desprovido
de paixões efêmeras e fulgazes.
Espera...
dê tempo do teu coração
aquietar pra poder ouvir
a voz de Deus suave
sussurrando em teus ouvidos
o quão importante tu és.
Faça o teu dia de hoje valer a pena.
Aquieta-te, contemple-se e ame-se.

Rosane Silveira
(proteja os direitos da autora)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


O que sobrou?


O coração na mão
o pé no chão
e o queixume do coração

sobrou também a desilusão
a contramão
e o querer não

sobrou ainda o lençol frio
o leito vazio
e o amor de ninguém

sobrou por fim
a noite fria sem estrela guia
e a solidão.

Rosane Silveira
às 18:58 do dia
26/01/09








sexta-feira, 28 de novembro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Falou-me


Falou-me o amor ao ouvido
disse-me que sofrer é preciso
calar na alma a dor do desamor
e deixar-se um pouco inerte
na alma da vida
falou-me mansamente ao ouvido
o amor e sentenciou-me tal como
um algoz
ao sofrimento triste e voraz
falou-me...
calou-se e
perdeu-se no íntimo de mim
tal amor doído sentido
e perdido de mim
que foi escorrendo pela solidão
tardia e demasiada pra um só sentir.

Rosane Silveira


Tornar-se amor

De amores eu vivi
sofri, chorei e quase cai
ilusório sentimento
que toma a alma da gente
e assola os nossos pensamentos
fazendo-nos descontentes
quando não amados somos
paz que acalenta o sono
daquele que sabe que tudo fez
amou o quanto teve que amar
e esperou tão somente
ser amado também
vivenciou toda a emoção
parou, pensou e sentiu em si
que o maior dos prazeres
não é ser amado
e tão somente amar enfim...
por isso reergueu-se do triste
e profundo amor
e passou a acreditar
que tudo pode acontecer
basta que pra isso ao invés
de sentir amor,
se torne amor
e se faça tudo novo outra vez.

Rosane Silveira
às 08:40 do dia 05/10
(proteja os direitos autorais)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008


Labirintos de mim

Vasculhei-me tantas vezes
fiz inúmeras e incontáveis
buscas por mim
que se perdeu de ti
na curva da vida que te levou
deixando o martírio de não mais tê-lo
perdi-me de mim
de ti...da vida
perdi-me
deixei-me então levar pela ilusão
de viver sem ti
eis que apenas sobrevivo
paradigmas a todo instante
são colocados diante de mim
me pondo em provas constantes
da solidão que ora me atormenta
e atordoa
falta-me ar...falta-me
e não sei guiar-me na escuridão
que agora se faz presente
vou caminhando, triste e vacilante
pelos labirintos perdidos de mim.

Rosane Silveira
às 07:25 do dia 01/10
(proteja os direitos autorais)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008



HOMEM SOFREDOR


É TÃO GRAVE O SEMBLANTE DO DESAMOR
VER A LÁGRIMA QUE ESCORRE PELA ALMA
NESSE LAMENTO DE TRISTEZA E DOR

COMO É TRISTE A DOR DO DESAMOR
AQUELA DOR DOÍDA, SENTIDA, REPRIMIDA
QUE MACHUCA E DILACERA O CORAÇÃO
DO SOFREDOR

COMO É TRISTE... MEU DEUS! COMO É TRISTE...
VER NO MUNDO TANTO SOFRIMENTO E DOR
TENTAR COLHER NOS OLHOS DO OUTRO
UM POUCO DE PIEDADE,LUZ E CALOR

FAZER-SE PLENO COM UM FACHO DE LUZ
TENTAR SENTIR NO OUTRO O CORAÇÃO PULSANDO
E SUPLICAR UM POUCO DE AMOR
E VER NELE SOMENTE INCOERÊNCIA
POR TANTO LAMENTO E DOR

OH SENHOR, COMO É TRISTE
O SOFRIMENTO DO HOMEM QUE
MORRE UM POUCO A CADA DIA
TENTANDO COLHER NO OUTRO
SÓ UM POUCO DE AMOR.

ROSANE SILVEIRA
ÀS 07:09 DO DIA 25/09
(PROTEJA OS DIREITOS AUTORAIS)

Manhã de Setembro

Aquietou e silenciou meu coração
nessa manhã ao ouvir o canto
do bem-te-vi anunciando a chegada
da primavera dando-lhe boas vindas


bem-te-vi também doce primavera
que chega com esperanças
de renovações em cada flor que nasce

fechei-me durante o inverno, tal como a flor
quieta fiquei sem as tuas cores
silenciei-me num canto solitário de mim
ou de qualquer canto de minha vida.

Tu chegaste linda primavera
e contigo trouxeste a vontade de viver
de sorrir, de cantar, renascimento
pleno em amor doce primavera

meu coração exulta e canta as manhãs
de setembro cercada de brilho, luz e calor
deixei pra trás todo sofrimento
e resquicios de dor.

Achega-te querida primavera e traga contigo
todas as flores, todos os pássaros, todos
os belos entardecer pra que eu possa
com carinho ofertar ao meu amor.

Rosane Silveira
às 06:17 do dia 25/09
(proteja os direitos autorais)


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Poema de um amor só

(solidão alquímica)

Que o meu amor te surpreenda
nessa manhã que amanheceu triste
sem tua presença
e teus olhos vislumbrem o meu eu
como sou, mesmo a distancia
que tua boca fale palavras de amor baixinho
ao vento
e teus olhos fitem os meus
mesmo em teus sonhos
e por fim, tua mão pouse sobre a minha
nessa angustiante solidão que me mata
cada vez que penso em ti.

Rosane Silveira
às 12:47 do dia 14/09
(proteja os direitos autorais)
E por fim


E por fim
ficou em mim tuas formas envolventes
teu amor, teu desejo
teu cheiro, teu pecado indecente

e por fim
ficou em mim, tuas palavras
teus desejos, tuas carícias e teus medos

e por fim
ficou...ficou em mim
a melhor parte de ti
ficou o teu amor grudado em mim.

Rosane Silveira
às 19:48 do dia 15/09

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Presença - ausente


Mais um dia que começa
com tua presença-ausente aqui
e em mim
teu cheiro ainda impregna o ar
que está viciado em ti
a impressão de tua
imagem fica a todo canto
até em meu pranto
te vejo, oprimo e reprimo
o choro que vem a seguir
e ai...
maquinalmente ando
pela casa em busca
de algo que me faça esquecer de ti
e por fim...quando
penso que vou desfalecer
me lembro de mim
e me afundo dentro
de meu precipicio interior
tentando me encontrar em todas as vezes
que me perdi nesse amor sem fim.


Rosane Silveira
às 09:44 do dia 15/09
(proteja os direitos autorais)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Escombros de um amor

Derrube sobre mim
todos os escombros desse amor
que acabou
farta-te vez ou outra da desilusão
que te causei
fala-me do qüao triste e dorido
está sendo tua solidão
tão somente te olharei...
rirei de ti
e dos momentos em que sofri
por esse amor oco
tão oco como os escombros que
sobre mim jogou
porém, minha alma regozija-se de paz
pelo prazer de não tê-lo mais.

Rosane Silveira
às 09:28 do dia 13/08
(proteja os direitos autorais)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Vidas separadas


Vidas separadas por
caminhos que se tornaram
estreitos demais pra dois
tropeços, desenganos,
sentimentos doridos de desamor
afagos que foram sendo deixados de fazer
olhos que já não fitavam
mais o mesmo horizonte
mãos que não mais seguravam-se
num apego intenso de amor
corpos que já não mais se desejavam
sentimentos que já se tornaram vagos
tudo isso deve-se ao desamor
E onde foi parar todo sentimento de ontem?
não estão nem nessas linhas que escrevo
no aconchego de minha alma agora vazia
falta-me ar e falta-me amar
sinto o coração vazio
desprovido de emoções
nem dor existe
só solidão
e por fim a certeza de que
estamos em vidas separadas
pelas mãos do destino cruel
que te levou de mim.

Rosane Silveira
(proteja os direitos autorais)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Menino que corre pelas ruelas perdidas das favelas da vida
surta ao surdo barulho dos ventos, dos fogos, dos festins
faz bagunça não como criança
joga não o jogo da bola, mas o jogo da vida

brinca, não com o carrinho
mas com sua vida
não sonha, porque
não dorme

aniquila com os sonhos dos pais
que perdidos pelas vielas de seus corações
tentam encontrar nos olhos do filho
a inocência perdida

Mundo cão, desigual e cruel
que dita a lei do mais fraco e encobre a sujeira dos mais fortes
deixando a mostra a dor e a desolação
de um mundo cão

Onde nossas crianças não se tornam idosos
morrem em tenra idade
brincando tão somente
de mocinho e ladrão

dor latente no peito da criança
que sangra, não a dor do amor
mas por uma bala perdida ou pelo
desassossego de um sem futuro

Lamento de amor, lamento do pai
grito da paz que lamenta o filho do mundo
que morre ensanguentado num capitalismo cruel
que segue deixando rastros de dores e desamores

Por favor me façam chorar
pois lágrimas não saem mais de meus olhos
a indignação é tamanha
quero ressurreição do amor e da paz perdida pelas esquinas da vida


Rosane Silveira

às 21:53 do dia 01/08/08

(proteja os direitos autorais)
Sensual - idade

Cravo as unhas nas bordas do mundo
sugo tudo até o sumo
vivo intensamente meus momentos
grito quando quero gritar
sorrio só quando sinto vontade
e minhas vontades tem que ser respeitadas

Vou até ao cume do mundo
se preciso for, vou ao fundo
mas me reergo novamente no final
afinal...

Minha idade é crítica, perigosa, devassa
sensualidade aflorada
inibição não tenho, mas sou seletista
só me faço acompanhar por quem escolho
assim vou levando minha vida...meus amores
até onde não sei... pra que saber...

Rosane Silveira / Ricardo G. Denudes