domingo, 24 de janeiro de 2016

Quereres, querências e um pouco de demência

Quereres, querências e um pouco de demência


Quanto de mim
tu ainda sabes?
Nem eu mesma
sei de mim!
hoje me sinto assim
"uma metamorfose ambulante"
o que eu pensava ser certo ontem
hoje já me questiono
pra que pensar tanto
em todos os desenganos
ou enganos que cometemos
nessa vida que "sem vida"
vai seguindo pelos caminhos
descabidos das rotinas
de uma vida?
Há vida nessa vida
que hoje vives?
Ou pensas ser certo
os caminhos que segues?
Domamos tanto nosso querer
nosso sentimento
que acabamos sendo dominados
por sentimentos que não queremos ter
e somos massacrados por nós mesmo
nossas intolerâncias, nossas angústias
e tudo o que nos tornamos
e ainda pensas que me conheces?
Nem eu me conheço
Vem tu, sentas aqui perto de mim
tenta me descobrir
e me dizer quem sou
ai me abraça de mansinho
e cuida de mim com carinho.

Rosane Silveira

2 comentários:

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Grandes querências têm um certo tom de demência. Fica meio fora de si. O problema é que a gente não sabe querer pouco. Nascemos para querer. Quando é amor então...

Flavio Musa disse...

Mais um poema lindo e vibrante, Rosane!
Não há amor verdadeiro que não comece por uma paixão.
E, na paixão, não há metade: o tudo, a loucura, o prazer, o deixar-se ser tomado, tomar tudo, sorver cada gota de cada desvão do outro, é tudo.
Parabéns!